sábado, 23 de outubro de 2021

E o primeiro Haslab GI Joe - XF-14 Skystriker


 E o GI Joe chegou ao Haslab, finalmente. 

Desejava-se um USS Flagg revisado, relançado, enorme, caríssimo, novo e desejado a ponto de se vender o carro para ter um ou penhorar os bens ou vender um rim. 

Mas vai um item que poderia muito bem ir para as lojas, não fossem alguns poréns. 

Neste sábado, dia 22 de outubro, foi o segundo dia o evento on line Pulse Con. Foram anunciadas as novidades da linha Classified e, para surpresa geral, itens comemorativos com o sistema banido de o-ring e t-hook. 

E são essas novidades de t-hook que povoam os sonhos esta noite. 

Esse será um Skystriker remodelado, modernizado. Não é novidade que o SF-14 Skystriker foi baseado no F-14 um dos melhores caças já produzidos na história da aviação e, agora, finalmente, algumas coisa foram incorporadas para assemelha-lo mais ao original, principalmente nos sistemas de armas. 



 A grande novidade é que o sistema de abertura das asas e do trem de pouso foi separado. No original uma peça move os dois sistemas: ao abrir as asas, o trem de pouso baixa e, ao colocar as asas em delta, o trem de pouso se recolhe. Agora com sistemas independentes, o avião pode ser posado com as asas abertas e trem de pouso recolhido, para simular voo subsônico.


 O canopy, a abóbada da cabine, agora é dividida em duas, uma parte fixa, na frente sobre o painel, e a parte móvel, que se abre para se posicionar os pilotos, exatamente como a real, contrastando com as versões anteriores que usam de uma única peça. 


 Os trilhos de mísseis agora contam com um peça para duplicar sua capacidade, como no avião original, justificando que venham dois conjuntos de armas.





Também teremos dois jogos de estabilizadores, um no mesma cor do avião e outro em preto, como os do desenho animado, assim se pode escolher a configuração de preferência na hora de montar. E com isso também será acompanhado de mais de um conjunto de adesivos. Isso vai levar muitos colecionadores mais abonados a querer mais de um para montar as variantes possíveis. 




E também teremos os efeitos dos jatos, tanto dos pós-combustores quando os mísseis, melhorando muito a aparência do playset. Inclusive terá um efeito de disparo do canhão. No F-14 é um Vulcan de 20mm. Neste XF-14 teremos duas bocas de armas, uma de cada lado da cabine, fugindo totalmente da realidade. Mas, ainda sim, muito legal.



E uma das melhores coisas, é o jato dos assentos ejetores. E o fato de que, ao contrário dos originais lá dos anos 80, teremos um paraquedas para casa assento, ao contrário de um.



O avião vira com o seu tradicional piloto, o Cap. Ace e um co-piloto, Wayne Ruthel, inspirado na arte original da caixa desenhada por Ron Rudat. Ambos vem no velho o-ring. 
 
E ainda temos dois carros de serviço, um de abastecimento e outro de transporte de armas, que inclui até a escada de acesso para os pilotos subirem até seus postos.


O sistema de cloud founding do Haslab prevê que esse projeto será possível à partir de 10.000 patrocinadores. Mas existem mais níveis. Se atingir 13.000, teremos uma Scarlett com traje de voo azul, um repaint do corpo do Ace com a cabeça da Scarlett. Aos 16.000, teremos uma versão Night Foree do Rip Cord original e, com 18.000, dois crew member de porta-aviões, a equipe de voo, um vermelho, para cuidar do armamento, e um amarelo para orientar decolagem. Faltou um azul para conduzir veículos, um verde para manutenção e um roxo para abstecimento.









Os preços da Scarlett e do Rip Cord, pelo que entendi, serão divulgados quando atingirem seu requisito de pedidos, mas os dois de equipe de voo, atingido o objetivo, será parte do conjunto sem custo adicional. Falando com meu amigo Leonardo Ferreira, o mecanismo do Haslab do Kickstart, não habilitando pedidos adicionais posteriormente, para adicionar a Scarlett e o Rip Cord, mas também não explicitaram se viram como parte do conjunto da mesma maneira que os dois membros da equipe de voo. Aguardar para saber. Se fizeram parte, o preço já fica mais compensador do que o imaginado anteriormente.

Nesse momento, a pré-venda via Hasbro Pulse está aberta e o preço é US$ 229,99 e se encerra em 7 de dezembro, com a previsão de entrega na primavera de 2023. Para comprar é necessário ter um cadastro Hasbro Pulse e um endereço de entrega nos EUA, o serviço não atende o Brasil. Há quem use serviço de redirecionamento e resolva fácil essa questão. Não há previsão de que esses itens venham para o Brasil como item de venda livre. 

Na verdade, o fato de o sistema de o-ring e t-hook ser inadequado para atender as atuais normas de segurança de brinquedos a Hasbro acabou se utilizando do mesmo artifício que os fabricantes de bootlegs como o Black Major: mercado restrito e limitado, não chegando às prateleiras das lojas. É notório que a Hasbro tentou impedir o Black Major de produzir, mas não conseguiu pois a patente do molde, pasmem, não é dela, mas da Mego. Então, aparentemente, a Hasbro decidiu que esse mercado mais restrito de colecionadores, fãs do o-ring, era algo a ser explorado, mesmo tendo que, por assim dizer, contornar as normas. É válido. 

Curiosamente, as novidades não abordaram nada da Retro Line até agora.


















terça-feira, 28 de setembro de 2021

Guerreiro da Amazônia - Criatividade e Volta ao Negócio

 


Finalmente, depois de quase um ano de expectativa, de muitas especulações, surgiu o novo Falcon Guerreiro da Amazônia.

Especulava-se (e esperava-se) um Falcon inédito, representando etnias indígenas e que fosse, sim, um Olhos de Águia (ODA). as teorias e as piadas foram muitas, além do ódio prévio de alguns que imaginaram as mais bizarras teorias para o novo boneco. Até o boato de que viria com o gorila Big Jim, que parece que a Estrela ainda detém o molde, surgiu para que houvesse xingamentos por não "haver gorilas na Amazônia", com tirações de sarro do meme da girafa e a crença de que poderia ser uma nova versão da aventura Safari na África - Aprisionando o Gorila, de 1978.

Foto: Site Falcon80

Primeiro, vazou uma imagem em preto e branco da arte da caixa. Ninguém sabe de onde veio exatamente, se foi de propósito ou não, mas parece ser foto de uma das provas de arte para verificação dos elementos da embalagem criada pelo nosso amigo, Marcelo Peron. Como não se pode perceber muito pela imagem, os mas apressados correram para dizer que seria uma figura negra de cabelos brancos, o que levou a uma série de memes racistas e preconceituosos em relação à tradição do Preto Velho.

Foto: Origem Apócrifa

 

Tal erro de julgamento é comum pois, uma imagem colorida convertida para o P&B, não conserva os índices de brilho e contraste adequados para fazer distinção dos tons originais pretendidos. Criar imagens coloridas para converter em P&B é uma arte que requer estudo e preparo, como o cinema nos ensinou: o tom errado de vermelho em uma cortina deixaria a cena escura demais ou clara demais e atrapalharia o contraste do figuro das estrelas da cena. E como a arte foi criada para ser colorida, certamente o Marcelo Peron não se preocupou com isso.

Depois, finalmente, via Instagram, a Estrela divulgou a tradicional imagem de silhueta, mostrando uma figura nitidamente de mochila.


Nova onda de especulações e logo depois a Estrela soltou um vídeo rápido no Instagram que alguém resolveu analisar quadro a quadro, espelhar imagem e montar uma imagem à partir dos fotogramas desse vídeo para saber o que vinha nessa aventura. 



O email anunciando a venda veio no sábado e o e-mail com preço e horário, veio no domingo, ambos já revelando que todas as especulações estavam erradas, inclusive a expectativa pelo preço subir, já que todos os insumos tiveram seus preços elevados durante a pandemia.




Mas aí está, chegou. E não foi como a maior parte dos boatos previu; veio um loiro ODA com a pintura remetendo aos anos 80. 

Foto: Leonardo Ferreira

 

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela
A figura veio com tudo que estava descrito na caixa: regata branca, calça cargo verde, par de botas, cinto, fação, rádio e cantil. A novidade fico com a barraca:

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

 A figura segue com o molde restaurado do Tesouro Submarino e não apresenta rebarbas mas canelas, confirmando que se trata de figuras de injeção nova. A flocagem apresenta qualidade, o processo que estava um tanto perdido em 2017 hoje se encontra em seu auge ´técnico para um produto de escala industrial. A máscara de pintura, para quem se preocupa realmente com esse nível de detalhe, traz as sobrancelhas no estilo anos 80, como os primeiros ODA.

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

A grande novidade é o fato de vir um Falcon de sunga preta, em vez da tradicional azul. Agora faz par junto com o ODA alpinista Expedição na Montanha, o ODA negro.
Foto: Leonardo Ferreira
 
Fica a única ressalva que, talvez, uma camiseta de um tom de verde diferente do da calça ou um tom cáqui, caísse melhor. Mas isso não desmerece a aventura. E, de certa forma, combina com as botas pretas. Fica um tanto Tiro de Guerra. 
Foto: Cortesia Brinquedos Estrela
 
Mas duas novidades vem com essa aventura: embora não sejam novos e sempre haja uma crítica por se repetir acessórios, a aventura acompanha um rádio e o cantil, com a novidade de se apresentarem em cores inéditas, verde e preto, respectivamente. Estes itens nestas cores ainda não haviam sido produzidos em toda a coleção.
Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

 
Foto: Cortesia Brinquedos Estrela
 
Mas o grande trunfo dessa aventura é a mochila que vira barraca. É o primeiro item Falcon com uma personalização com o ano de lançamento, já que a barraca camuflada (o mesmo camuflado da calça do Falcon Explorador, de 2017) tem estampado na frente dela, na entrada, os dizeres "Falcon", "2021" e o logo CA dos Comandos em Ação. 
 
Foto: Cortesia Brinquedos Estrela


Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

Foto: Cortesia Brinquedos Estrela

A barraca foi desenvolvida pela Estrela para esta aventura e não é um reaproveitamento de material da Susi conforme alguns "especialistas" aventaram. A mochila de campanha vem para carregar as hastes e conectores da armação interna da barraca e o que parecem ser duas bolsas no cinto e, claro, o saco de dormir/colchonete, que ficou com uma aparência muito boa.
Foto: Ricardo Beluchi

Foto: Ricardo Beluchi

 
Na verdade foi um recurso muito criativo da equipe da Estrela que cuida do Falcon usar esse artifício, e desenvolver um acessório de tecido e com o mínimo de injeção para cortar custos e manter a figura dentro do teto de preço ao consumidor final de R$ 399,99. Com certeza mais itens plásticos teriam elevado o custo dessa aventura e obrigado uma revisão do preço final, o que não é algo muito aprazível nesta época de pandemia e crise econômica.  É um esforço a ser reconhecido, mesmo que uma parcela dos colecionadores reclame de ser um guerreiro desarmado.
 
No entanto, já sabemos, até pelo registro de homologação no Inmetro, que haverá uma cartela de armamentos. Isso revisita o modelo original do negócio de vender acessórios em separado para personalizar as aventuras. Vale lembrar que esse modelo vigorou por alguns anos, já que os Falcons do anos 80 vinham com pouco acessórios para reforçar a necessidade de compra de cartelas e venturas em caixa. 
 
Há um boato de que a cartela trará todas as armas que a Estrela já injetou do Falcon um dia e, talvez, até traga algo novo. Mas, assim como com o Guerreiro da Amazônia, teremos que esperar para saber e, com certeza, nos alegrar com uma cartela com armas que vão reforçar as aventuras já lançadas. Sabemos que existe o molde da M3 Gleasegun, a submetralahdora, do rifle sniper M40 da era do Vietnã e as granadas. E a Luger, claro. O que mais virá? O M16? A Browning 1919 .30 da Trincheira Heróica? Dinamites? Minas? Revólveres? Bazucas?

De qualquer forma, a Estrela e a equipe de desenvolvimento estão de parabéns por conseguir trazer, em meio ao caos atual de pandemia, crise hídrica, crise econômica, crise política, uma aventura de qualidade e criatividade para manter custos e ainda ser fiel ao modelo original de cartelas de acessórios em separado. Embora muitos não concordem, é uma alegria a coleção Falcon continuar e não apenas revisitar o passado. E é o que tem sido feito desde 2017: a coleção continuou. 

E um último detalhe: a Estrela demorou para lançar esta aventura em virtude da troca do serviço de e-commerce, agora uma parceira com a Synapcom, uma das líderes no seguimento.  Diferenças já foram sentidas pois não houve vazamento de link anterior com preço errado, não teve nenhum código de desconto liberado e o e-mail de link veio criptografado, dando erro para muitas pessoas que tentaram abrir o link copiado em vez acesso pelo clique no e-mail, dando algum valor para o fato de ser do Fã Clube do Falcon, finalmente. Muita gente teve opção de entrega no mesmo dia, como os amigos Leonardo Ferreira e Ricardo Beluchi, sem qualquer tipo de dano às caixas ou coisas do tipo. Uma evolução já há muito pedida e agora, atendida.

Obrigado, Estrela.


P.S.: É uma edição limitada e numerada como as outras anteriores. Não foi revelado se o total de peças é 1200 ou 1500 peças.